Objetivo

Realizar uma inspeção-geral ao sistema de escape controlando as emissões de CO2 dos automóveis, identificando possíveis fugas e o estado da montagem.

 

Requisitos

Verificações preliminares no veículo antes de realizar a inspeção das emissões de CO2. É necessário verificar:

 

  • Se o sistema de escape se encontra homologado;
  • O sistema de escape da viatura, confirmando a não existência de fugas ao longo de toda a conduta e panelas;
  • Caso exista, o estado do catalisador e sonda lambda;
  • A existência de reparações inadequadas;
  • O estado dos suportes;
  • A existência de emissões de óleo provenientes do motor;
  • A existência de emissões de vapores de óleo.

 

Inspeção e Método de Ensaio

Realizar uma inspeção ao seu carro e verificar visualmente:

  • A eventual existência de emissões de óleos;
  • O sistema de escape de gases provenientes da combustão como, por exemplo, a emissão de CO2 do seu veículo;
  • O bom estado de circuito de escape e silenciador.

 

CONTROLO DE EMISSÕES DE CO2 – IGNIÇÃO POR FAÍSCA (CICLO OTTO)

 

Objetivo

Controlar a emissão dos gases de escape nos motores a gasolina, por medição do teor de “CO” e do valor de Lambda quando aplicável.

Equipamento – Método de Ensaio

  • Analisador de gases por infravermelhos (análise a quatro gases: CO; CO2; O2; HC; NOX e valor de Lambda).

 

Procedimento

Verificações preliminares no veículo antes de realizar o ensaio. É necessário verificar:

  • Se o motor se encontra à temperatura normal;
  • Se o regime do motor é adequado ao teste de acordo com o legalmente estabelecido (ralenti ou moderadamente acelerado);
  • Se o veículo está equipado com sistema catalítico e sonda lambda ou com sistema de escape normal.

 

CONTROLO DE EMISSÕES DE CO2 – IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO (CICLO DIESEL)

 

Objetivo

Realizar uma inspeção ao carro e controlar a emissão dos gases de escape por medição da sua opacidade (m-1).

 

Especificações Gerais

O procedimento da inspecção aplicar-se-á a veículos equipados com motores com ignição por compressão (ciclo Diesel), registados a partir de 01/01/1980. Os veículos registados anteriormente a esta data estão isentos do cumprimento dos requisitos estabelecidos, no que respeita ao controlo de emissões de gases de escape como, por exemplo, a emissão de co2 dos veículos.

 

Inspeção

Verificações preliminares no veículo antes de realizar o teste. É necessário verificar:

  • Que no pedal do acelerador não existe qualquer limitador de curso;
  • Que não há qualquer modificação do sistema original de escape (sistema homologado);
  • Se o sistema de aquecimento está desligado;
  • Que o motor se encontra à temperatura normal;
  • Em viaturas pesadas, com sistemas de travão designado de montanha, confirmar que se encontra desligado;
  • A posição do descompressor (devendo manter-se em posição de todo aberto);
  • Que a ponteira de saída dos fumos é adequada e com dimensionamento compatível com a ponteira a utilizar;
  • A acessibilidade da saída do escape, em relação à extensão do tubo de recolha de fumos (adequando para tal a melhor solução);
  • Como ação complementar do ensaio realizado, aquando da passagem do veículo pela fossa e com o motor em funcionamento, o inspetor deve fazer uma revisão e verificar o sistema de escape, confirmando a eventual existência de fugas ao longo de todas as condutas e panelas.

 

SINAIS QUE PODEM ESTAR RELACIONADOS COM A EMISSÃO DE CO2

Sintomas, facilmente identificáveis, que sirvam de alerta para as emissões CO2 não existem.

Sendo um gás, para além de ser invisível é também inodoro, isto é, é um gás difícil de identificar sem que seja utilizado equipamento apropriado.

As variações de emissão deste gás, não estão diretamente ligadas com comportamentos do veículo.

As emissões de CO2 estão diretamente relacionadas com o aumento de consumo resultante de uma resistência ao deslocamento do veículo ou de uma prática de condução inadequada. Os sinais que se podem encontrar num veículo e que estão relacionados com o aumento das emissões CO2 podem ser:

  • Uso de pneus mais largos relativamente aos recomendados pelo fabricante (os que constam no Livrete ou DUA);
  • Utilização de pneus com pressão abaixo da pressão correta, isto é, da indicada pelo fabricante;
  • Direção desalinhada;
  • Uso de lubrificantes não adequados para o tipo de motor;
  • Montagem de apêndices na carroçaria do veículo, que aumentem a resistência aerodinâmica;
  • Condução com utilização sistemática a mudanças de velocidade mais baixas, implica o aumento de consumo e por sua vez o aumento das emissões.

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